Terapia Cognitiva no tratamento da dor Crônica

14/09/2020
mulher de costas com pontos vermelhos significando a dor com as mãos sobre esses pontos

A dor é um sinal de alerta. É uma sensação que temos no corpo, como o frio e o calor, mas a dor não é só uma sensação física, ela é também uma percepção, uma emoção, é uma sensação subjetiva e sua qualidade e gravidade como experiência no individuo é dependente de uma complexa mistura de fatores. A dor é subjetiva, mas não é abstrata. Ela é sentida por alguém que precisa ser compreendido e respeitado, e que na maioria das vezes, encontra-se com medo de sua realidade: não entende por que tem dor, teme a causa da dor, teme sua doença, seu tratamento, seu prognóstico, e a própria perspectiva de sentir (ou não) sua dor.

A dor crônica é uma doença com manifestação dolorosa que leva o indivíduo a manifestar sintomas como alterações de sono, apetite, libido, irritabilidade, energia, diminuição da capacidade de concentração e restrições na capacidade para atividades familiares, profissionais e sociais. O estresse e a dor crônica podem levar os indivíduos a desenvolver a transtornos psiquiátricos como a depressão e a ansiedade. É fato que a dor crônica predispõe a depressão enquanto que a depressão tende a agravar a experiência subjetiva da dor Na maioria das vezes, sintomas como ansiedade, depressão, stress e dor crônica têm efeitos negativos, o que afeta de forma adversa o processo de recuperação e reduz mais ainda a qualidade de vida do indivíduo.

A terapia cognitiva visa produzir mudanças cognitivas, emocionais e comportamentais duradouras. Enfatiza a aliança terapêutica, enfoca o caráter educativo, baseando-se na resolução de problemas auaís do cliente.

Em relação à dor crônica, a prioridade em seu tratamento é ensinar o cliente a enfrentar e reduzir a dor através do treino de relaxamento, distorção cognitiva, visualização e num segundo momento, ensiná-lo a utilizar as técnicas cognitivas para rebater as crenças, pois o pensamento é um dos fatores que influenciam a dor, desse modo ele pode agravar sua intensidade.

Patrícia Regina Areco Coelho de Oliveira

Psicóloga Especialista em Terapia Cognitiva pelo Instituto de Terapia Cognitiva – ITC.

CRP 06/48251